
O governador eleito do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), colocou o enxugamento da máquina pública como uma das primeiras medidas de sua gestão, que começa em janeiro de 2027. A proposta é fazer uma reforma administrativa para reduzir o número de secretarias e diminuir despesas, dentro de um plano que ele chama de “choque de gestão”.
O tema já fazia parte do plano de governo. Em entrevista em setembro, Braide comparou a estrutura estadual à federal: o governo federal administra o país com 38 ministérios, enquanto o Maranhão tem cerca de 70 secretarias. Como exemplo, citou que a Casa Civil, a Secretaria de Assuntos Legislativos e a Secretaria de Assuntos Políticos tratam do mesmo assunto, a relação com a Assembleia Legislativa. A ideia, segundo ele, é extinguir duas e manter apenas uma, reduzindo gastos.
No dia seguinte à eleição, vencida no primeiro turno com 54,55% dos votos, Braide reafirmou que pretende reduzir o número de secretarias, diminuir o ICMS e montar um secretariado de perfil técnico, com participação de mulheres em áreas consideradas importantes. A redução do ICMS deve ser anunciada nos primeiros dias da nova gestão, segundo informações divulgadas pelo seu partido.
Na terça-feira (3), em vídeo nas redes sociais, o governador eleito disse que o choque de gestão será visto no estado a partir de janeiro. Contou que tem usado o período de transição para conversar com governadores de outros estados, para trazer ao Maranhão o que deu certo em outras regiões, e afirmou que a equipe trabalha para estabelecer um plano de ação para os primeiros 100 dias. Ele não detalhou quantas secretarias serão extintas, quais serão fundidas nem a economia esperada.
A equipe de transição, formada em outubro, tem a missão de levantar informações sobre programas, contratos e estrutura administrativa com a atual gestão, para que o novo governo comece os trabalhos desde o primeiro dia. A posse está prevista para 6 de janeiro de 2027, no lugar de Carlos Brandão (MDB), e o novo governo terá Elaine Carneiro como vice-governadora.
Reformas desse tipo costumam depender de projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa, o que exigirá articulação política logo no início do mandato.