
O ex-senador Roberto Rocha comentou a nova composição da bancada maranhense no Senado Federal e fez elogios indiretos a Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT), que não conseguiram se reeleger nas eleições de 2026. Ao mesmo tempo, sua declaração sobre os parlamentares que assumirão as vagas foi interpretada menosprezo a Lahesio Bonfim (Novo), também eleito senador.
Em publicação nas redes sociais, Roberto Rocha afirmou que o Maranhão já havia ficado, na prática, com apenas dois senadores após a saída de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF). A referência é à senadora Ana Paula Lobato, que assumiu a vaga deixada por Dino e exerce um mandato visto como apagado.
Na sequência, Roberto Rocha lamentou a saída de Eliziane Gama e Weverton Rocha do Senado, afirmando que os dois, independentemente de divergências políticas, têm serviços prestados e benefícios concretos a apresentar ao estado.
“Agora, perde também desses dois parlamentares que, independentemente de simpatias ou divergências políticas, têm serviços prestados e benefícios concretos a apresentar ao nosso estado”, escreveu.
O trecho mais controverso da publicação veio quando Roberto Rocha comentou a chegada de André Fufuca (PP) ao Senado. “No lugar desses dois, chega André Fufuca, sobre quem recai uma responsabilidade triplicada. Afinal, na prática, será ele quem terá de carregar quase sozinho o peso da representação do Maranhão no Senado”, afirmou.
A declaração chama atenção porque Lahesio Bonfim (Novo) também foi eleito senador pelo Maranhão. Ao dizer que Fufuca terá de carregar “quase sozinho” o peso da representação do estado, Roberto Rocha não menciona Lahesio, o que pode ser interpretado como um menosprezo ao papel do senador eleito.
A publicação termina com uma crítica ao cenário político maranhense. “Como diz o ditado popular: nada é tão ruim que não possa piorar”, escreveu o ex-senador.
