
A nova composição do Senado Federal, que tomará posse em 2027, poderá aumentar a pressão política sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O resultado das eleições de 2026 ampliou a presença de parlamentares de direita na Casa, enquanto pedidos de impeachment contra ministros do Supremo seguem em tramitação.
A Constituição Federal estabelece que cabe exclusivamente ao Senado processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. Em caso de condenação, são necessários os votos de dois terços dos senadores, o equivalente a 54 dos 81 integrantes da Casa. A punição pode resultar na perda do cargo.
Moraes está entre os ministros que concentram maior número de pedidos de impeachment. Segundo levantamento publicado pelo UOL nesta terça-feira (6), existem 109 pedidos contra ministros do STF, sendo 55 direcionados a Moraes. A nova composição do Senado deve assumir em fevereiro de 2027.
Além da possibilidade de abertura de processos, a mudança na composição do Senado também pode interferir no cenário para a presidência do STF. Uma eventual saída de Moraes da Corte impediria sua participação na sucessão interna do tribunal. No entanto, não há decisão tomada nesse sentido, e a eventual perda do cargo dependeria do cumprimento do processo previsto na legislação.